sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Perdida - Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo - Carina Rissi



Editora: Verus


"Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página."
Creditos: Skoob


O livro dessa semana, como viram, é “Perdida” de Carina Rissi. Confesso que fiquei com um pé atrás para começar a lê-lo. Não sou acostumada a ler livros brasileiros, porém, quando cheguei na metade do livro nem mais lembrei do medo que senti antes de começa-lo.
A história é narrada em 1º pessoa. Por Sofia Alonzo, a protagonista. A garota é uma típica adolescente: bagunceira, desorganizada, festeira e acima de tudo consumista. Em uma certa noite em um bar com sua melhor amiga Nina, Sofia acaba deixando seu celular cair dentro do vaso sanitário. Suas fotos, seus arquivos, suas músicas e todos seus bens matérias virtuais se foram. Para ela, sua vida se foi, literalmente, por água a baixo.
Sem poder viver mais de 24 horas sem m celular, a garota vai a loja na manhã seguinte para resolver seu grande problema. Lá ela encontra o celular de seus sonhos, com aparentemente todas as tecnologias que ela poderia imaginar. Sofia compra o celular, mas em sequer imagina que o dinheiro que pagou a levará para uma viagem que mudará toda a sua vida e sua opinião sobre o que é importante nela.

Em “Perdida”, Sofia narra de modo animado, engraçado e simples os acontecimentos de sua viagem ao século XIX. É um livro super recomendável, tanto para os consumistas quanto para os não consumistas. Carina Rissi leva o leitor, juntamente com Sofia, para uma viagem á dois séculos atrás de um jeito nem um pouco entediante e que ainda por cima nos mostras o quanto o amor e os contatos humanos são importantes para sairmos desse mundinho quadrado que é nossa zona de conforto.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Esperança- Saga THG- Vol.3- Suzanne Collins



Editora: Rocco

Sinopse:
"Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. 
E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do "thriller", numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança."
Apesar de não ter feito a dos outros livros da saga (1º Jogos Vorazes, 2º Em chamas) resolvi fazer a do 3, pois quero expressar minha opinião sobre este antes do lançamento do filme. No entanto, resenha de ambos os primeiros livros está planejada para um futuro bem próximo.
Primeiro queria fixar no título original, mockingjay (tordo em inglês). O               qual foi traduzido como “a esperança” para o Brasil. O que é um fato bem interessante, pois são duas palavras de significados distintos mas que, quando você lê o livro, percebe o quanto estão ligadas, já qe o tordo é a única esperança das pessoas.
THG teve dois livros cheios de ação, contando o sofrimento dos distritos e dos tributos que iam para a arena lutar por sua vida e matar pessoas da capital (como o Coliseu, na antiga Roma).
No 3º livro, os distritos tentam fazer com que isso mude. Eles estão cansados de sentir medo de perder seus familiares para a diversão dos ricos, estão cansados de serem tratados como lixo, estão cansados de passar fome, estão cansados da repressão. Mas, agora, eles tem uma esperança e a seguram com todas as forças, apenas buscando revolução.
Apesar de ser um livro onde as pessoas lutam por seus direitos, “a esperança” tem muito menos ação que os outros livros da saga, o que me fez achar este “não tão bom” como os outros.
No entanto, essa falta de ação na história faz todo sentido, já que os personagens passam a maior parte da mesma fazendo planos que possivelmente levaria a queda da capital.
Um defeito do livro é a rapidez com que os acontecimentos se passam, pois dificultam o leitor de sentir o que precisa sentir. Um exemplo disso foi o acontecimento trágico com um dos melhores personagens, Finnick. Passou tão rápido que ficou difícil para mim aceitar que aquilo realmente havia acontecido. Acredito que Suzanne falhou nessa parte e, como é de se espera, foi o que menos gostei no livro.
Quanto a melhor parte? Bem, posso dizer que a autora soube exatamente usar a frase “deixar a melhor parte para o final”. O final é esplêndido. O que faltou de ação e romance no começo foi levado para o fim. Foi uma mistura de acontecimentos épicos divididos entre os que você achava que aconteceria, o que você gostaria que acontecesse e o que você nem imaginaria que pudesse acontecer, mas deu uma diferença total na história, levando o leitor ao ápice de sensações que poderiam ser sentidas com a leitura do livro.
“A Esperança” abre nossos olhos para o mundo real, onde o poder e o dinheiro dominam. No livro é usada a violência para nos mostrar que se não usarmos nossa voz hoje para corrigir o que é necessário ser corrigido, amanhã ela não será suficiente. Mas que se for necessário usarmos nosso corpo e armas para alcançar a liberdade, devemos faze-lo.

Portanto, se o mundo com um revolver tentar calar a sua voz, não se cale, pois enquanto você tiver esperança, haverá sempre um rifle nas suas mãos para calar o mundo. Afinal, onde há esperança, há revolução.

O filme foi dividido em duas parte, e a primeira estreia dia 19 de novembro.

Confira o trailer: