quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Esperança- Saga THG- Vol.3- Suzanne Collins



Editora: Rocco

Sinopse:
"Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. 
E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do "thriller", numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança."
Apesar de não ter feito a dos outros livros da saga (1º Jogos Vorazes, 2º Em chamas) resolvi fazer a do 3, pois quero expressar minha opinião sobre este antes do lançamento do filme. No entanto, resenha de ambos os primeiros livros está planejada para um futuro bem próximo.
Primeiro queria fixar no título original, mockingjay (tordo em inglês). O               qual foi traduzido como “a esperança” para o Brasil. O que é um fato bem interessante, pois são duas palavras de significados distintos mas que, quando você lê o livro, percebe o quanto estão ligadas, já qe o tordo é a única esperança das pessoas.
THG teve dois livros cheios de ação, contando o sofrimento dos distritos e dos tributos que iam para a arena lutar por sua vida e matar pessoas da capital (como o Coliseu, na antiga Roma).
No 3º livro, os distritos tentam fazer com que isso mude. Eles estão cansados de sentir medo de perder seus familiares para a diversão dos ricos, estão cansados de serem tratados como lixo, estão cansados de passar fome, estão cansados da repressão. Mas, agora, eles tem uma esperança e a seguram com todas as forças, apenas buscando revolução.
Apesar de ser um livro onde as pessoas lutam por seus direitos, “a esperança” tem muito menos ação que os outros livros da saga, o que me fez achar este “não tão bom” como os outros.
No entanto, essa falta de ação na história faz todo sentido, já que os personagens passam a maior parte da mesma fazendo planos que possivelmente levaria a queda da capital.
Um defeito do livro é a rapidez com que os acontecimentos se passam, pois dificultam o leitor de sentir o que precisa sentir. Um exemplo disso foi o acontecimento trágico com um dos melhores personagens, Finnick. Passou tão rápido que ficou difícil para mim aceitar que aquilo realmente havia acontecido. Acredito que Suzanne falhou nessa parte e, como é de se espera, foi o que menos gostei no livro.
Quanto a melhor parte? Bem, posso dizer que a autora soube exatamente usar a frase “deixar a melhor parte para o final”. O final é esplêndido. O que faltou de ação e romance no começo foi levado para o fim. Foi uma mistura de acontecimentos épicos divididos entre os que você achava que aconteceria, o que você gostaria que acontecesse e o que você nem imaginaria que pudesse acontecer, mas deu uma diferença total na história, levando o leitor ao ápice de sensações que poderiam ser sentidas com a leitura do livro.
“A Esperança” abre nossos olhos para o mundo real, onde o poder e o dinheiro dominam. No livro é usada a violência para nos mostrar que se não usarmos nossa voz hoje para corrigir o que é necessário ser corrigido, amanhã ela não será suficiente. Mas que se for necessário usarmos nosso corpo e armas para alcançar a liberdade, devemos faze-lo.

Portanto, se o mundo com um revolver tentar calar a sua voz, não se cale, pois enquanto você tiver esperança, haverá sempre um rifle nas suas mãos para calar o mundo. Afinal, onde há esperança, há revolução.

O filme foi dividido em duas parte, e a primeira estreia dia 19 de novembro.

Confira o trailer:


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